
André Araújo e Isis Detomi
21 de ago. de 2025
BrCidades no Jornal GGN
Quando a terra tem dono e a história tem cor: a luta dos quilombos pela justiça fundiária.
Arte insurgente é uma fratura e ferramenta. Confronta, pois não é cúmplice do silêncio. Rompe, pois conhece a arquitetura da exclusão.
O que acontece quando a arte deixa de ser ornamento e vira arma?Quando o batuque é chamado à insurgência, a cor transborda os muros e o corpo periférico ocupa o espaço como grito e gramática?
Há algo que insiste em brotar pelas rachaduras da cidade. Algo que escapa ao controle, que desafia o cinza e a repetição. São práticas culturais insurgentes: expressões que irrompem dos territórios feridos e dos corpos historicamente silenciados, não para pedir espaço, mas para criar o seu próprio chão. Elas não apenas resistem — reexistem. Criam presença onde houve apagamento, produzem memória onde tudo foi feito para apagar. Não surgem do nada. São filhas da urgência e da ancestralidade, do acúmulo de ausências, mas também da vitalidade que teima em não morrer.
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