
Daniela Sarmento
29 de ago. de 2025
BrCidades na Carta Capital
A etapa municipal da 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada nos dias 27 e 28 de junho, em Blumenau, evidenciou um dos dilemas mais urgentes e estruturalmente negligenciados do urbanismo brasileiro: a feminização da pobreza e sua íntima relação com a crise habitacional.
Em um cenário em que mais de 6,2 milhões de domicílios estão em déficit no Brasil — número que salta para 26,5 milhões quando consideramos as inadequações de infraestrutura (Fundação João Pinheiro, 2024) — é necessário reconhecer que esse déficit tem gênero, raça e classe social. É urgente enfrentar o fato de que 40% da população brasileira vive sem acesso à arquitetura e ao urbanismo dignos e que mais de 4 milhões de domicílios sequer possuem banheiro. Esses números não são apenas índices de precariedade material; são expressões de um modelo urbano excludente, elitista e insensível às desigualdades de gênero e raça.
Leia o restante na íntegra:

