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Casa de Mainha e o direito de morar

BrCidades

12 de mar. de 2026

Encontro com o arquiteto Zé Wagner, no Armazém do Campo, debateu arquitetura popular, dignidade e moradia como direito.

O arquiteto e urbanista pernambucano Zé Wagner esteve esta semana no Armazém do Campo, em São Paulo, a convite do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), para conversar com a militância da Casa sobre a premiada obra “Casa de Mainha” e a reflexão sobre a moradia como direito, necessidade humana básica e lugar de pertencimento no mundo. Em um momento histórico em que a habitação vem sendo tratada como mercadoria, como ativo financeiro submetido à lógica capitalista de acumulação e especulação, o encontro recolocou a urgência de pensar a arquitetura a serviço da vida cotidiana e da dignidade humana. 


Vencedor do prêmio internacional ArchDaily Building of the Year 2026 com o projeto da casa de sua mãe em Feira Nova, no agreste pernambucano, Zé apresentou um trabalho construído com técnicas tradicionais, mão de obra local e materiais disponíveis na região, demonstrando que a qualidade da arquitetura não depende da grande indústria da construção e nem de grandes recursos financeiros, mas de sensibilidade, conhecimento do território e compromisso social.


Arquiteto e urbanista Zé Wagner ao lado de Letícia Gomes e Isabella Walter, integrantes do BrCidades, na Casa Carlito Maia.
Arquiteto e urbanista Zé Wagner ao lado de Letícia Gomes e Isabella Walter, integrantes do BrCidades, na Casa Carlito Maia.

Ao transformar o comum e o acessível em algo extraordinário, a “Casa de Mainha” evidencia que a boa arquitetura pode ser popular e responder às necessidades reais de proteção, conforto e pertencimento para quem nela habita, algo que o mercado imobiliário, orientado pela padronização e pela escala comercial, raramente produz, sobretudo para a população em maior vulnerabilidade social. 


A experiência abre caminhos para a atuação de arquitetos e urbanistas e para o fortalecimento de políticas públicas de habitação e melhoria habitacional, ao colocar a arquitetura como parte de um projeto popular para o Brasil, ligado às necessidades dos trabalhadores do campo e da cidade, reafirmando o seu papel social de contribuir para que todas as pessoas habitem o mundo com dignidade e qualidade de vida, tendo os seus direitos básicos de morar bem assegurados. 


Trabalhadores do campo e da cidade, uni-vos!


Rumo à Reforma Urbana Popular e à Reforma Agrária Popular!!! 



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