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Do direito ao voto à disputa pela cidade: as mulheres contra a barbárie

Luana Paris Bastos

24 de fev. de 2026

BrCidades no Jornal GGN

No dia 24 de fevereiro de 1932 as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto. Mas será que o direito permanecerá garantido?


No dia 24 de fevereiro, comemora-se uma conquista histórica para as mulheres no Brasil: a conquista do direito ao voto. Em 1932, essa vitória estava envolta em um clima transnacional de luta das sufragistas, no qual o Brasil despontou como um dos pioneiros na concessão desse direito político. Quando pensamos nessa conquista histórica, parece óbvia e inquestionável. 


Já se passaram mais de nove décadas e, hoje, são poucas as mulheres que podem dizer que viveram em uma época em que não se podia ir às urnas. No entanto, diante das graves instabilidades políticas do nosso tempo, uma pergunta se faz urgente: será que esse direito fundamental, e a nossa presença no espaço público, são conquistas inquebráveis?


O século XX foi um período histórico marcado por muita destruição, desconstrução e reconstrução. No plano internacional, após os horrores das guerras mundiais, a fundação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, desempenhou um papel essencial na criação de uma agenda voltada para a garantia dos direitos humanos.


Nesse âmbito, os direitos das mulheres ganharam cada vez mais espaço e protagonismo. Até o final dos anos 1990, a sensação era de que as soluções estruturais estavam postas. Acreditava-se que, a partir daquele momento, não haveria mais como voltar atrás nas conquistas feministas, restando aos países apenas cumprirem seus acordos e adequarem suas legislações.




Luana Paris Bastos é doutoranda em Relações Internacionais pela PUC Minas, mestre em Ciência Política pela UFMG, e integrante do Grupo de Estudos sobre os BRICS, da USP. Pesquisadora sobre extrema-direita, direitos das mulheres, teorias feministas e decoloniais, crise climática e relações Sul-Sul.


Texto na íntegra: https://jornalggn.com.br/artigos/mulheres-do-direito-ao-voto-a-disputa-pela-cidade-por-luana-bastos/


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