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André Araújo
21 de nov. de 2025
BrCidades no Jornal GGN
Um panorama das continuidades do racismo estrutural, da necropolítica e da hierarquização racial que moldam o país até hoje.
O dia 13 de maio de 1888 é lembrado oficialmente como o dia da Abolição da Escravidão no Brasil. Mas, afinal, abolição para quem? Nas periferias, nos becos, nos morros, nos corredores de hospitais, delegacias e presídios; nos porões das universidades e nos tribunais, o que persiste é a continuidade da chibata — menos visível, mas igualmente cruel. Como alertou Gonzalez (1988, p. 80), “a democracia racial é uma ideologia que mascara as desigualdades”. Aquela assinatura no papel foi, na verdade, um ponto de inflexão que deu início a um novo cativeiro — o da exclusão social, da humilhação institucional, da negação cotidiana da humanidade negra.

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