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Financiamento climático em países do Sul Global

Maria Carolina Maziviero

28 de out. de 2025

BrCidades no Jornal GGN

Desafio brasileiro é duplo: lidar com a vulnerabilidade climática extrema nas cidades, com empréstimos que aumentam o endividamento.


As finanças não são neutras. Essa afirmação da economista italiana Mariana Mazzucato acende um alerta sobre uma das principais pautas da COP 30: o financiamento climático. Para evitar a catástrofe climática, é fundamental realizar investimentos urgentes  em ações de curto prazo como infraestrutura limpa, conservação de terras e oceanos, transição para uma economia neutra em carbono, mitigação e, principalmente, adaptação das cidades às mudanças do clima. Aproveitando a posição do Brasil como sede da COP30, há uma oportunidade única de sinalizar ao mundo uma estratégia justa, desde o Sul Global, para o financiamento climático alinhada ao Acordo de Paris, à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil para 2025 e, sobretudo, às demandas locais. O primeiro passo para acelerar essa transição é obter um diagnóstico claro dos atores envolvidos e dos instrumentos disponíveis no país, que podem financiar a plena implementação do Plano do Clima e da NDC brasileira, além dos canais de fluxo financeiro internacionais e do volume de recursos — sejam privados ou públicos.


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