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Geografias do terror: de Curitiba ao Rio, o rastro da violência policial nas periferias

Robert de Almeida Marques, Julia Moro Bonnet, Iolanda Geronimo Del Roio, Gab da Silveira Muller

9 de dez. de 2025

BrCidades no Diálogos do Sul

 A violência no Rio, em Curitiba e em tantas outras cidades é um projeto, baseado na necropolítica; superar esse modelo exige uma reestruturação profunda da segurança pública.


A chacina decorrente da “Operação Contenção” no Rio de Janeiro (RJ), em 28 de outubro, e a violência crônica que assola o bairro Parolin, em Curitiba (PR), não são aberrações ou falhas isoladas na política de segurança pública brasileira. Pelo contrário, representam manifestações agudas e lógicas de uma doutrina de Estado profundamente enraizada, sendo os resultados práticos de um projeto necropolítico. Conforme análises de organizações como a Anistia Internacional, essa política é justificada ideologicamente pela “guerra às drogas” e operacionalizada por um aparato policial militarizado que mira, de forma seletiva, populações racializadas e empobrecidas. Comparando o espetáculo de macroviolência do massacre no Rio de Janeiro com a microviolência normalizada e sistêmica de Curitiba, é possível revelar uma “gramática da repressão” consistente que une os dois cenários, mesmo que se manifestem em escalas e com visibilidades distintas.


Pilha de jornais
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