
Marlon Amorim
3 de fev. de 2026
BrCidades no Jornal GGN
Onde a brutalidade contra animais é banalizada, a agressão contra pessoas vulnerabilizadas raramente encontra barreiras morais sólidas.
Em Santa Catarina, a violência não é episódica nem acidental, mas sistêmica e seletiva, contra corpos considerados descartáveis e culminando na própria violência institucional do Estado.
A morte do cão Orelha, espancado até a morte na Praia Brava, em Florianópolis, não pode ser tratada como um episódio isolado de crueldade individual. Orelha era um cão comunitário, conhecido há mais de dez anos por moradores da região, cuidado coletivamente e parte da vida cotidiana do bairro. A violência extrema que sofreu, a ponto de precisar ser sacrificado devido à gravidade das lesões, transformou-se em símbolo de algo maior e mais profundo: a naturalização da agressão contra aqueles que não podem se defender.
Marlon Amorim é formado em Direito, servidor da Justiça Federal de Santa Catarina, ativista e educador popular em Direitos Humanos, membro do Grupo de Trabalho em Direitos Humanos do Tribunal Regional da 4ª Região e membro do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Blumenau e colaborador da Rede BrCidades.
Texto na íntegra: https://jornalggn.com.br/artigos/marlon-amorim-a-violencia-que-santa-catarina-produz-e-nao-quer-lidar/

