
Judite Santos
13 de abr. de 2026
BrCidades no GGN
Trata-se de um Acordo de Livre Comércio considerado neocolonial, desigual e assimétrico, que reforça o papel imposto ao Brasil e à AL
Recentemente, o governo brasileiro e a União Europeia informaram que o Acordo Mercosul-União Europeia terá vigência provisória a partir de 1º de maio. O anúncio é visto com preocupação por parte dos movimentos populares, especialmente os movimentos camponeses, que sofrerão impactos diretos com a implementação do Acordo.
À luz desse anúncio, torna-se necessário retomar o processo histórico das negociações, bem como destacar as principais características do Acordo, de modo a evidenciar as diferentes perspectivas a partir das quais o tema tem sido abordado ao longo dos anos.
Trata-se de um Acordo de Livre Comércio considerado neocolonial, desigual e assimétrico, que reforça o papel histórico imposto ao Brasil e à América Latina na divisão internacional do trabalho, sendo esses países exportadores de matérias-primas (commodities agrícolas e minerais e energéticos) e importadores de produtos industrializados e prestação de serviços com valor agregado, beneficiando, desde sempre, os países centrais em detrimento dos países periféricos. Neste sentido, é neocolonial porque reproduz formas de dominação historicamente constituídas através das estruturas econômicas globais, que perpetuam as desigualdades.
Judite Santos é militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e doutoranda em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora da Rede BrCidades.
Texto na íntegra: https://jornalggn.com.br/artigos/j-santos-quem-ganha-e-quem-perde-com-o-acordo-mercosul-ue/

